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Full text of "Boletim Informativo (no. 52)"

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ASSOCIACAO FILATELICA 
E NUMISMATICA 
DE SANTA CATARINA 


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BOLETIM INFORMATIVO N° 52 
AGOSTO DE 2005 











ASSOCIACAO FILATELICA E NUMISMATICA DE SANTA CATARINA 

Rua dos Ilheus, 118 sobreloja 9 - Ed. Jorge Daux 
CEP 88.010-560 - Florianopolis - SC 
Fone/fax: (48)222-2748 

A AFSC, fundada em 06/08/1938, e uma Entidade sem fins lucrativos, reconhecida 
de Utilidade Publica pela Lei Estadual 542 de 24/09/1951 e pela Lei Municipal 

970 de 20/08/1970. 

A AFSC e filiada a FEFINUSC - Federagao Filatelica e Numismatica de Santa 
Catarina, a FEBRAF - Federagao Brasileira de Filatelia, e a FEFIBRA - Federagao 

dos Filatelistas do Brasil. 


DIRETORIA da AFSC (periodo 2004 - 2005): 


Presidente: 
Vice-presidente: 
Primeiro secretario: 
Segunda secretaria: 
Primeiro tesoureiro: 
Segundo tesoureiro: 
Diretor de Sede: 
Diretora juvenil: 
Conselho fiscal: 


Luis Claudio Fritzen 
Felix Eugenio Reichert 
Ernani Santos Rebello 
Daniela Ota Hisayasu Suzuki 
Rubens Moser 
Paulo Cesar da Silva 
Ademar Goeldner 
Lucia de Oliveira Milazzo 
Demetrio Delizoicov Neto 
Eduardo Schmitt 
Luiz Antonio Oliveira Horn 
Joao Alberto Brasil (Suplente) 
Jose Luiz Sobierajski (Suplente) 
Roberto Wildner (Suplente) 


2 


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EDITORIAL 

Temos a convicgao de que o colecionismo brasileiro vive um bom momento. 
Iniciativas como a Vila Rica 2005 -1 Exposigao Filatelica Nacional, a ser 
realizada em Ouro Preto, no periodo de 14 a 20 de agosto, promovida pela 
FEFIBRAe CORREIOS, a I Mostra Filatelica e de Telecartofilia de Santa 
Catarina, acontecendo de 25 de julho a 5 de agosto, em Florianopolis, 
promovida pela Brasil Telecom e CORREIOS e a II Feira Internacional 
de Filatelia, que acontecera em Sao Paulo de 25 a 26 de novembro, sao 
exemplos do empenho de muitos entusiastas, a quern saudamos. 

Ao mesmo tempo em que a Associagao Filatelica e Numismatica de Santa 
Catarina realiza o 140° Encontro de colecionadores do Estado, estamos 
felizes por entregar mais um boletim SANTA CATARINA FILATELICA. 
Agradecemos a todos os articulistas e anunciantes, que nos proporcionaram 
mais esta edigao. 

Boa leitura! 

A Diretoria 

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INDICE GERAL 


AO REMETENTE 04 

Projeto TAMAR em Florianopolis 08 

Do Cartier-Bresson que nao conhecemos 10 

Falsificagao - o caso da ilha da Trindade 12 

Cedulas brasileiras - como colecionar 16 

Allan Kardec 22 

Filatelia Tematica - um pouco de historia 24 

Cartoes postais - dicas para colecionadores 26 

A Sigilografia na numismatica brasileira 28 

AFSC participativa 34 

Indice de Anunciantes 3 6 


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AO REMETENTE 

Roberto J. Eissler - Jaragua do Sul, SC 


H a diversos motivos pelos quais os 
Correios devolvem uma carta ao seu 
remetente. Encontramos alguns carimbos 
explicitando esses motivos. A figura 1 nos 
mostra um envelope, circulado em fins 
de 1949, com um carimbo exclusivo para 
o motivo “Nao existe o numero indicado”. 



figura 1 

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figura 1A 

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Verso parcial 

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Outros, exclusivos para “Mudou-se s/ 
comunicar” (figura 2) e “Nao mora no 
enderego indicado” (figura 3), aparecem 


em envelopes circulados em 1950. 
Podemos concluir que deveria haver 
carimbos para outros motivos. Caso nao 
existissem carimbos, o motivo seria 
manuscrito sobre o envelope (figura 4). 
Atualmente, todas as justificativas para a 
devolugao das correspondences estao em 
um unico carimbo (figura 5). Isto 
facilita o servigo, pois reduz de seis 
(pelo menos) para um unico 
carimbo. Para as correspondences 
circuladas, dentro do territorio 
nacional, essas informagoes estao 
escritas em portugues e para as 
correspondences vindas de outros 
paises, que precisam ser devolvidas 
ao remetente, ha um carimbo 
semelhante, mas escrito em frances 
(figura 6). 

O modulo 5 do capitulo 5 do 
Manual de Distribuigao, emitido em 
18/02/91 e em vigencia desde 01/12/90, 
em seu item 1°, trata das Regras Gerais 
de Devolugao. O item 1.1 diz, 
textualmente, “sera, de imediato, 
devolvido ao remetente, o objeto no qual 
conste uma das anotagoes citadas abaixo 
e que, apos esgotados todos os recursos 
disponiveis, inclusive o da pesquisa, nao 
seja possivel a sua entrega a quern de 
direito, salvo os impressos simples que 



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figura 2 


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figura 3 


nao sejam de devolugao automatica ou 
garantida: 

D - destinatario DESCONHECIDO no 
local; 

I - enderegamento INSUFICIENTE; 

M - destinatario que tenha MUD ADO; 
N - NAO existe o NUMERO indicado; 
R-objetoRECUSADO; 

F - destinatario FALECIDO.” 

Essas recomendagoes se fazem 
necessarias pois, segundo o artigo 

II da lei n° 6.538 de 22 de junho de 
1978, “os objetos postais pertencem 
ao remetente ate a sua entrega a 
quern de direito”. Isto quer dizer 
que os Correios sao fieis 
depositaries da correspondence 
que e enviada e, se o destinatario 
nao for encontrado, os Correios 
devem devolve-la ao remetente. 

Os carimbos de borracha, aplicados 
na correspondence, trazem os 
motivos da 

figura 4 
Frente e verso 


mais dois: “AUSENTE” e “NAO 
PROCURADO”. Ha um espago em 
branco para um motivo diferente desses 
e ha, tambem, um espago para assinalar 
se a informagao foi escrita pelo porteiro 
ou sindico. 

Com a chegada dos carimbos Trodat®, 
esses carimbos de borracha comegam a 
ser substituidos e um novo, contendo o 
nome do carteiro, passa a ser utilizado 
(figura 7). Caso a correspondence tenha 
impressos os ‘motivos de devolugao’, 
basta aplicar um carimbo “Ao Remetente” 
(figura 8) e assinalar o motivo. 

Os carimbos ilustrados nas figuras 5, 6, 7 
e 8 sao usados pelos Correios de Jaragua 
do Sul, ou o foram num passado recente. 
Podemos afirmar que, de um modo geral, 
nao deve ser muito diferente em outras 
agencias. Entretanto, poderemos 
encontrar diferengas nos carimbos. 




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devolugao citados e 



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figura 5 
Dimensdes: 
4,7x5,3cm 


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figura 6 
Dimensoes: 
6,2x6,2cm 


figura 7 

Dimensoes: 6x4cm 


AO REMETENTE 

0 3 FFV 2005 

COD/JGS 


figura 8 
Dimensoes: 
4x2,3 cm 


Um motivo nao previsto no citado Manual 
de Distribuigao e “CAIXA POSTAL 
CANCELADA” (figura 9). Esse motivo 
poderia ser escrito no espago em branco 
que ha no carimbo de devolugao (figura 
5), entretanto deve ser um motivo bastante 
comum, pois temos carimbo especial para 
essa situagao em Sao Paulo. 


Ha tambem periodos de excegao, guerras 
e beligerancias entre outros, que 
dificultam a chegada da correspondence 
ao seu destino, como por exemplo 
“Relagoes Postais Interrompidas” (figura 
10). Mas isso ja e uma outra historia... 

Concluindo, os envelopes “Ao 
Remetente” sao indiscutivelmente 
circulados e pertencem a um 



figura 9A 
Verso parcial 


6 


























capitulo novo a ser explorado pelos 
filatelistas na Historia Postal. Muitas 
vezes os envelopes percorrem caminhos 
tortuosos ate voltarem aos seus 
proprietaries (remetentes). Descobrir tais 
caminhos e as causas do seu retomo nos 
faz viajar com esses envelopes. 


Observagoes sobre algumas figuras: 

Fiqura 1 = Envelope registrado de Pelotas 
(30.11.1949) com destino a Porto Alegre 
(06.12.1949). Devolvido ao Remetente 
conforme carimbo no verso pois “nao existe 
o n° indicado”. Retornou a Pelotas em 
23.01.1950 e aguardou no setor Posta 
Restante para que o proprietario fosse 
busca-lo. 

Fiqura 2 = Verso de um envelope de 
Blumenau (04.03.1950) com destino a 
Porto Alegre (11.03.1950). Devolvido 
ao Remetente pois o destinatario 
“mudou-se s/comunicar”. Retornou a 
Blumenau em 20.03.1950. 

Fiqura 3 = Verso de um envelope 
circulado em Porto Alegre e devolvido 
ao remetente em 07.08.1950 pois o 
destinatario “nao mora no enderego 
indicado”. 

Fiqura 4 = Bilhete Postal de Diamantina 
(11.07.1921) com destino a Belo 
Horizonte. Devolvido ao remetente 
conforme anotagao manuscrita “nao 
existe a numeragao na rua indicada 
15.7.1921”. Retornou a Diamantina e 
aguardou no setor Posta Restante para 
que o proprietario fosse busca-lo, 
entretanto foi “nao-reclamada” pois nao 
consta o enderego do remetente sendo 
impossivel avisa-lo para buscar essa carta. 



figura 10 - Frente e verso 


f \ 

Conhega a 

AFSC 

pela internet: 

www.afsc.org.br 

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Fiqura 9 = Envelope (22,5 x 16,5 cm) de 
Jaragua do Sul (03.09.1988) a Sao Paulo 
(05.09.1988). Devolvido ao Remetente pois 
o destinatario teve a “caixa postal cancelada”. 

Fiqura 10 = Envelope de Curitiba 
(09.09.1940) via Portugal / Franga nao 
chegou por motivo de “relagoes postais 
interrompidas”. Retornou a Curitiba em 
27.07.1941. 


7 













Projeto TAMAR em Florianopolis 

Ernani Rebello - Florianopolis, SC 


C om relativo atraso, finalmente foi 
instalada em Florianopolis a 2 l a Base 
de Pesquisa e Conservagao do Projeto 
Tamar. O evento ocorreu no dia 6 de abril 
de 2005, no Centro de Educagao 
Ambiental e Reabilitagao do Tamar, 
localizado na praia da Barra da Lagoa, 
norte da ilha e contou com a presenga de 
varias autoridades e tecnicos ligados ao 
meio ambiente e representantes de ONGs. 



A chamada Base Tamar Sul foi criada para 
apoiar as agoes realizadas pelo Tamar em 
nossa regiao, com o objetivo de reduzir a 
captura incidental de tartarugas marinhas 
pela pesca. 

Na ocasiao foram liberadas, na praia em 
frente a Base, duas tartarugas marinhas 
recuperadas pelo projeto. 

A base do Tamar em Florianopolis 
funciona em uma area de dois hectares. E 
formada por uma area de exposigao com 
paineis explicativos sobre o trabalho do 
Projeto no Brasil e na regiao Sul, inclusive 


com explicagoes 
sobre as artes de 
pesca que capturam 
tartarugas marinhas. 
Possui replicas de 
animais marinhos, 
tres tanques para reabilitagao e exposigao 
de tartarugas, sala de video e loja de 
artigos de souvenir com a marca do 
Tamar. O Centro de Reabilitagao atende 
os animais machucados por redes ou 
anzois e la permanecem ate a sua plena 
recuperagao para que possam ser 
devolvidos a natureza. 

O Tamar e um dos mais bem sucedidos 
programas 
ambientais 
desenvolvido pelo 
IB AM A , ja tern 25 
anos de existencia e 
nesse periodo 
alcangou a marca de 
sete milhoes de 
filhotes de tartaruga 
marinha nascidos 
sob a protegao do 
Projeto. E 

importante ressaltar 
que de cada 1000 
filhotes desovados 
nas praias apenas 



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um consegue chegar a idade adulta 
para reprodugao. Dai a importancia 
da conscientizagao da populagao 
ligada a atividade pesqueira na sua 
protegao e conservagao. 

Para os aficionados do 
colecionismo, lembramos que 
existem diversos itens editados 
sobre o Projeto Tamar, tais como 
cartoes postais e cartoes telefonicos. 

Alem disso, a tartaruga marinha 
aparece em estampas de cedulas, 
como a mostrada aqui, no valor de 
R$2,00, moedas e selos. 


E de se lamentar que o Departamento de 
Filatelia da ECT nao tenha editado sequer 
um carimbo comemorativo ao evento. 


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Seja participative: 

Associe-se a um Clube ou Associagao. 


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ADEMAR GOELDNER (Florianopolis) 

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ademar.goeldner@ig.com.br 


9 







DO CARTIER-BRESSON 
QUE NAO CONHECEMOS 

Mauro Cesar de Azevedo Machado - Florianopolis, SC 



O olho do seculo, como ficou 
conhecido Henri Cartier-Bresson, 
nascido em 23 de agosto de 1908, em 
Chantelpoup, cidade a 30 Km a leste de 
Paris, era filho de uma familia burguesa 
muito ligada a arte. Da mae normanda 
herdou uma candura e elegancia frugal. 
Seu pai parisiense era empresario do ramo 
textil que nao prosperou muito, mas 
viviam com conforto. Seus primeiros 
passos pela arte foram estimulados pelo 
seu mestre na Escola Fenelon, que o 
encorajou a visitar o Louvre e as 
galerias de arte modema. Ele proprio 
confessava que sua obsessao era a 
pintura. Seu primeiro mestre em 
pintura foi Jean Cottenet. No inicio dos 
anos 20, Henri recebeu aulas de 
Jacques-Emile Blanche, um requintado 
pintor da epoca. Em meados dos anos 
20, Blanche colocou Cartier-Bresson 
sob suas asas e o introduziu no seu 
mundo cultural. Levou-o ao salao de 
Marie-Louise Bousquet e a visitar 
Gertrude Stein, que depois de olhar os 
trabalhos do jovem pintor aconselhou- 
o a seguir o ramo textil do pai. 
Conheceu tambem o poeta e pintor 


Max Jacob e atraves de seu colega de 
classe encontrou o historiador de arte Elie 
Faure. Aos 20 anos de idade, Cartier- 
Bresson ja tinha adquirido consideravel 
bagagem cultural. 

Em 1927, entrou para o estudio de Andre 
Lhote, que nao era um pintor talentoso 
mas tinha aderido precocemente ao 
Cubismo. Chegou a pintar 2 pegas 
cubistas em 1928, uma em Paris e outra 


Famosa foto de Henri Cartier-Bresson, 
em que ele mostra sua notavel 
capacidade de composigao. 


10 







em Cambridge. O ano academico de 
1928-1929 ele passou visitando seu primo 
Louis Le Breton que estudava no Colegio 
Madalena da Universidade de Cambridge. 
Continuou pintando. Em Cambridge, 
conhece o trabalho de Eugene Atget e 
Man Ray. Apartir dai surge o seu interesse 
por fotografia. O conhecimento e a paixao 
pela arte figurativa lhe remetem a 
freqiientar ambientes surrealistas. Em 
1929, retomando a Paris, Cartier-Bresson 
fez o servigo militar obrigatorio no quartel 
de aviagao Le Bourget, nos arredores de 
Paris. Como discipulo do Surrealismo nao 
fez segredos de seus sentimentos e dava 
respostas comicas aos questionarios para 
os novos recrutas. Ele mesmo lembrou de 
uma ocasiao em que estava em servigo 
com um rifle sobre um ombro e uma copia 
de Ulysses sob o outro brago. 

Em 1930, Cartier-Bresson deu seu 
primeiro passo na sua reviravolta pessoal 
quando embarcou para Camaroes e, ao 
retomar, desceu na Costa do Marfim. 
Contraiu malaria e ficou muito mal, mas 
sem perder o senso de humor enviou um 
cartao postal ao seu avo, pedindo para ser 
enterrado na Normandia, nos limites da 
Floresta de Eawy, e que fosse tocado um 
quarteto de cordas de Debussy no funeral. 
A resposta do avo, ditada por um tio, foi 
suscinta: “Seu avo acha tudo isso muito 
caro. E preferivel que voce retome antes”. 
Apos a grande viagem a Africa, ja em 
1931, e que comega a descobrir e se 
dedicar a arte fotografica. 

Em 1932, com 24 anos de idade, Henri 
Cartier-Bresson adquiriu uma camera 


Leica e seu interesse meramente casual 
pela fotografia tornou-se uma grande 
paixao. 

Em 1939, foi convocado para o servigo 
militar, caindo prisioneiro em 1940. Foge, 
e em 1943 alia-se a Resistencia. 

Em 1947, funda em Nova York a Agencia 
Magnum junto com Robert Capa, David 
“Chim” Seymour, Bill Vandivert e George 
Rodger. 

Suas marcas pessoais sempre foram o 
anonimato de suas proprias imagens e nao 
gostar de entrevistas. Fazia muito bem a 
combinagao da imagem forma com a 
imagem expressao. 



E dele a frase: “Fotografar e uma questao 
de colocar o olho, o coragao e a mente 
numa mesma linha de visao”. 
Considerado o pai do fotojomalismo, nos 
deixa um grande legado. Acho ate mesmo 
que ele nao morreu, e esta apenas na 
camara escura da vida para se revelar em 
uma grande imagem aos novos amantes 
da arte fotografica. 

Creditos: Trechos do livro: “HENRI 
CARTIER-BRESSON: The Early Work ”, 
editado pelo Museu de Arte Moderna de 
Nova York, 1987, organizado por Peter 
Galassi. 


11 




FALSI FICAgAO 

0 caso do selo da ilha da Trindade 

Luis Claudio Fritzen - Florianopolis, SC 


Q uando falamos de falsificagao de 
selos, nos ocorrem duas situagoes 
distmtas: aquelas em que os falsificadores 
visam a prejudicar os colecionadores, e 
outras aos proprios correios. Os falsarios 
procuram reproduzir as pegas postais 
existentes ou do passado. 

Ha entretanto uma terceira possibilidade, 
nao menos lesiva: aquela em que se 
“criam” selos e documentos inexistentes. 
Nesta ultima hipotese, podemos apontar 


para a emissao da Ilha da Trindade, na 
costa brasileira. 

A Ilha da Trindade, localizada a 1.150 km 
a leste do Espirito Santo, flea na latitude 
20°30’ S e longitude 29°20 ? O, sendo 
composta de solo calcario e argila em um 
terreno acidentado, a meio caminho entre 
a Africa e America do Sul, que foi 
disputada entre Portugal e Gra-Bretanha. 
Pertence ao Brasil deste 1897. 

O Frances James A. Harden-Hicken, 
quando a bordo do navio Astoria para 
dar a volta ao mundo, aportou na Ilha 
da Trindade, devido ao mau tempo. 
Resolveu langar sua bandeira 
particular e proclamou-se Principe 
James I da Trindade. 

Retornando a Paris, em 1893, enviou 
uma proclamagao a varios paises, 
noticiando a criagao do Principado 
Independente de Trindade. Chegou a 
instalar uma chancelaria em Nova 
York. Propunha colonizar a ilhota 
para cultivar as artes e ciencias. 
Projetou tambem um sistema postal. 


Mapa parcial da America do Sul, 
indicando a posigao da ilha da Trindade. 

A ilha e o ponto extremo oriental do Brasil 


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De acordo compublicagoes da epoca, que 
denunciaram a fraude, foram emitidos 
selos com desenho parecido com o do selo 
de 18c de Borneu Setentrional de 1894. 



Bloco alusivo aos 100 anos de soberania 
nacional sobre a ilha da Trindade, 
emitidopelos Correios em 07/05/1997. 


Indicam a existencia de Selos do 
Principado da Trindade nos seguintes 
valores: 5 centimos, preto e verde; 10 
centimos, preto e castanho; 25 centimos, 
preto e azul; 50 centimos, preto e laranja; 
75 centimos, preto e bias; 1 franco, preto 
e vermelho e 5 francos, preto e cinzento. 
Nao chegaram a ser usados, e os 
exemplares foram quase que 
completamente destruidos. Hoje sao 
muito raros. 

Antes de completados os preparativos da 
colonizagao, aquela ilhota foi ocupada 
pela Gra-Bretanha para instalar uma 
estagao do cabo submarino. Apesar dos 
protestos de James A. Harden-Hicken, a 
mesma nao lhe foi restituida. Sabemos 
apenas que foi viver no Mexico, onde se 
suicidou anos depois. 


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15 







CEDULAS BRASILEIRAS 
Como colecionar 

Marcio Roveri Sandoval - Florianopolis, SC 





P ara iniciar uma colegao de 
cedulas brasileiras, 
considerando os padroes 
Cruzeiro, Cruzado e Real, um 
bom caminho e o de adquirir 
uma cedula de cada valor, da l a 
e 2 a estampas, ABN (American 
Bank Note Company), TLR 
(Thomas de la Rue) e CMB (Casa da 
Moeda do Brasil). 

Veja o significado destas e de outras 
abreviaturas ao final do artigo. 


Como segundo passo, podemos 
considerar uma colegao mais dificil de ser 
montada. Trata-se de uma 
colegao por micro chancelas 
(assinaturas). Esta fase sera mais 
demorada, pois existem cedulas 
que nao sao faceis de se 
conseguir, ja que existem 
assinaturas muito escassas ou 
mesmo raras. Com um pouco de 


paciencia e dedicagao, a colegao ganha 
um sabor especial e, aos poucos, o 
colecionador acabara conseguindo fechar 
todas as assinaturas, completando assim 
uma colegao com 269 unidades, 
do padrao monetario Cruzeiro 
ate o Real. 

Agora, o colecionador, tendo 
adquirido alguma experiencia, 
tern como desafio conseguir as 
cedulas com asterisco (*), que 
sao as chamadas cedulas de 
reposigao. Desejando ampliar 
ainda mais a sua colegao, o colecionador 
pode optar por variantes, tais como: 


16 


















Modulo maior, Cedulas aproveitadas, 
Modelos, ou ainda Cedulas com defeitos. 
Outra opgao, tambem muito atraente, e 
iniciar uma colegao do padrao MIL REIS. 

INFORMAgOES IMPORTANTES: 

As cedulas devem ser tratadas como 
preciosas joias, pois sua valorizagao, 
atual e futura, dependera de como sao 
cuidadas. Guarda-las de forma segura; 
adquirir um ALBUM com folhas de 
plastico PVC ou CRISTAL com divisoes; 
evitar o manuseio frequente das cedulas, 


sao atitudes que ajudam a 
preservar uma colegao. No mais, 
os albuns devem ficar em 
ambiente neutro, de preferencia 
em armarios de madeira ou 
locais onde a temperatura nao 
varie. Havendo necessidade, o 
colecionador deve procurar 
ajuda junto a um comerciante de sua 
confianga e ou clubes e associates de 
colecionadores. 

CONSERVA£AO DAS CEDULAS: 

As cedulas podem chegar as maos do 
colecionador em estado de conservagao 
ruim - que chamamos de BC (bem 
conservadas) no que se refere a sujeiras, 
manchas de gordura, tinta, etc. 
Normalmente, as tintas utilizadas na 
impressao de cedulas sao de excelente 
qualidade e nao soluveis facilmente, alem 
do que o papel e mais resistente 
que o papel comum. Nao 
devemos fazer limpeza na 
cedula, exceto quando nao ha 
outra saida, por ela estar 
realmente suja. Neste caso, 
devemos lavar a cedula 
delicadamente, com uma 
esponja macia e detergente 
neutro. Livres das manchas e 
sujeiras superficial, as cedulas 
devem secar por 24 horas entre 
as paginas de uma lista 
telefonica, protegidas com 
folhas de papel sulfite branco 
sem uso, para que nao se 
manchem com a tinta da lista 



17 










telefonica. Devemos colocar um peso 
sobre a lista, para que as cedulas sequem 
sem sinais de dobras. 

Devemos ter atengao com as cedulas 
Soberba e Flor-de-Estampa, pois elas nao 
podem ser lavadas. Do contrario, perderao 
esta condigao de conservagao, ficando 
automaticamente rebaixadas e com seu 
valor de mercado diminuido. Cuidado 
tambem para nao passarmos as 
cedulas com ferro de passar 
roupas, pois isto as deixaria com ; 
um brilho incomum, facilmente | 
reconhecido por qualquer l 
colecionador. Se porventura , 
existir uma mancha de tinta de 
caneta esferografica, podemos 
limpa-la, quase sempre com 
bastante sucesso, utilizando um 
pedago de algodao embebido em 
alcool. Manchas profundas 
praticamente invalidam a cedula 
para uma colegao (com excegao 
das raridades). Nao e 
aconselhavel lavarmos as 
cedulas muito antigas, a 
exemplo das brasileiras de 
padrao MIL REIS, pois suas cores se 
desbotam com muita facilidade. 

COMO SE COMPOE UMA CEDULA: 
ESTAMPA: Indica a diferenga de 
impressao, tamanho, feitio, desenho, 
coloragao, ornatos, efigie, alegorias de 
cedulas do mesmo valor. Nas cedulas 
brasileiras antigas, encontramos a 
inscrigao “Estampa”, seguida de uma 
numeragao. Nas cedulas atuais, a estampa 


e representada por uma letra “A” ou “B”, 
nos cantos superior esquerdo ou inferior 
direito, seguida de uma numeragao. 
SERIE: Cada grupo de cem mil cedulas 
de um mesmo valor e tipo formam uma 
serie, expressa em numeros. Nas cedulas 
atuais, apenas a letra designa a estampa e 
os quatro primeiros numeros indicam o 
numero da serie da referida cedula. 


NUMERAGAO: Todas as cedulas sao 
numeradas de 000.001 ate 100.000, em 
cada serie. Nas cedulas atuais, os seis 
ultimos digitos, a direita da letra 
indicativa da estampa, representam o 
numero da cedula. 

AUTOGRAFO: Durante um periodo, no 
inicio do padrao Cruzeiro (1942 a 1953), 
todas as cedulas, para que pudessem 
entrar em circulagao e ter seu curso legal, 
deveriam receber assinaturas individuals 



18 










de funcionarios da “Caixa de 
Amortizagao”. Apenas em 1953, as 
cedulas receberam outro elemento para 
que se tornassem legais - as micro 
chancelas. 

MICRO CHANCELAS: Sao as 
assinaturas dos encarregados pela 
emissao, impressas em tamanho reduzido 
nas proprias cedulas. Atualmente, 
podemos ver as micro chancelas do 
presidente do Conselho Monetario 
Nacional e do Presidente do Banco 
Central. 

EFIGIE: E a representagao da 
figura humana, real ou 
simbolica, existente nas cedulas. 

FUNDO DE SEGURANCA: E 
a impressao fraca, mono ou 
policromatica, incluindo ou nao 
algarismos inscritos 

simetricamente em desenhos 
tramados. Trata-se do desenho 
da nota, feito para dificultar 
falsificagoes. 

VALOR: Indicado normalmente 
em numeros nos cantos das 
cedulas, tanto no anverso quanto 
no reverso, geralmente expresso 
por extenso. Nas cedulas atuais, 
em circulagao, os valores estao 
expressos nos cantos inferior esquerdo e 
superior direito do anverso. 

PAPEL: O papel utilizado no fabrico das 
cedulas e especial e de qualidade superior, 
com maior capacidade para suportar 
tragao (ser puxada e nao rasgar com 
facilidade) e contendo elementos de 
seguranga contra falsificagoes - fibras 


coloridas -, percebidas se olharmos com 
atengao a cedula. 

MARCA D’AGUA OU FILIGRANA: E 
o efeito produzido no fabrico do papel, 
visivel contra a luz nas partes claras das 
cedulas, geralmente repetindo o desenho 
da efigie ja existente. 

FIO DE SEGURANGA: E urn fio de 
metal ou plastico acrescentado entre as 
fibras do papel, quase sempre em posigao 
vertical. Atualmente, os fios em nossas 
cedulas sao magnetizados e contem a 
inscrigao “Banco Central do Brasil”. 


CARIMBO: Sobre-impressao, utilizada 
apos as cedulas serem impressas, que 
muda seu valor nominal ou facial. Sao 
exemplos recentes os carimbos 
triangulares de Cruzados Novos, 
aplicados sobre as cedulas de Cruzados. 
DIMENSOES: As cedulas variam de 
tamanho. Existem cedulas pequenas, 



19 











cerca de 5cm, ate as de 40cm de 
comprimento. 

Termos usados para classificar o estado 
de conservagao da cedula: 

BC - BEM CONSERVADA: E a cedula 
ja circulada, em que se admitem dobras, 
sujeiras, manchas, e ate riscos, mantendo- 
se contudo os desenhos e cores visiveis. 
MBC - MUITO BEM CONSERVADA: 
E a cedula pouco circulada com algumas 
dobras ou amassadas ou levemente sujas. 
S - SOBERBA: Minima circulagao, semi 
nova e com leves dobras. 

FE - FLOR DE ESTAMPA: Nao 
circulada, nova e sem dobras. 


Abreviaturas de orgaos impressores: 
PBP: Perkins, Bacon & Petch 
BWC: Bradebury Wilkinson & Co. Ltd. 
CMB: Casa da Moeda do Brasil 
GD: Georges Duval 
CPM: Cartiere P. Milani 
GDEC: Georges Duval e Emile Grosbie 
GDJH: Georges Duval e Jules Huyot 
JEZ: Jon Ensoheb & Zonen 
ABN: American Bank Note Company 
TLR: Thomas De La Rue 
WSL: Waterlow & Sons Limited 
CMB: Casa da Moeda do Brasil 
GD: Giesecke Devrient (Alemanha) 
FCO: Frangois Charles Obeerthur 
(Franga) 


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VOCE SABI A?... 

Os colecionadores de selos postais 
classicos do mundo inteiro 
consideram como sendo os selos 
mais “dificeis” a cabega do deus 
Mercurio, da Grecia, e as diversas 
emissoes nao denteadas de 1853 a 
1866, do Chile. 

O cartao postal e uma invengao 
austriaca de 1869. No inicio, era 
uma simples cartolina selada, onde 
se podiam escrever mensagens 
curtas. Pouco a pouco, numa das 
faces, desenhos e fotografias foram 
mostradas. O auge da moda do 
cartao postal foi entre 1900 e 1930. 


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Sao os seguintes os valores 
dos anuncios: 


Pagina inteira: R$ 60,00 

Meiapagina: R$ 30,00 

Quarto de pagina: R$ 20,00 

Terceira capa: R$ 100,00 


O colecionismo depende 
de todos nos. 


21 









ALLAN KARDEC 


Julio Doin Vieira - Florianopolis, SC 


A llan Kardec e o pseudonimo de: 

^eon-Hippolyte Denizard Rivail, 
professor emerito de Lyon, Franga, que, 
em meados do seculo XIX, codificou a 
Doutrina Espirita, em dez livros, e 
manteve publicada, de 1858 a 1869, a 
Revista Espirita. 

Esta doutrina se expandiu pelo mundo 
cristao, principalmente. Hoje, e muito 
divulgada nas plagas deste nosso Brasil. 



Em 18 de abril de 1957, 
comemorou-se o 
centenario da publicagao do primeiro 
livro da doutrina Espirita: “O Livro dos 
Espiritos”. Naquela ocasiao, os Correios 
emitiram um selo comemorativo, com a 
foto do Codificador, no valor de Cr$2,50. 
Em 09 de abril de 1964, novamente os 
Correios prestigiaram o Codificador, 
langando um selo comemorativo com a 
figura do Mestre de Lyon, no valor de 
Cr$30,00, com os seguintes dizeres: “O 



EVANGELHO DA CODIFICA£AO 
ESPIRITA- 1864- 1964”. 


Para registrar o centenario da 
desencarnagao de Allan Kardec, foi 
langado um selo no valor de 5 centavos, 
em 31 de margo de 1969. 



E, mais ainda: Os Correios, mantendo sua 
tradigao, homenagearam novamente o 
Codificador, emitindo um selo no valor 
de R$l,60, em 2004, comemorando o 
bicentenario de nascimento de Allan 
Kardec. 

- 



Sem duvida alguma, nesta tarefa de 
colecionador, sempre e grato ver figuras 
de destaque, nao so no cenario nacional, 
como tambem no internacional, sendo 
amplamente prestigiadas com a emissao 
de selos comemorativos a sua existencia. 
Mais uma vez de parabens o nosso 
Correio. 


22 






















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23 


FI LATE LI A TEMATICA 
Um pouco de historia 

Lucia Milazzo - Florianopolis, SC 


D esde que foi criado, em 1840, como 
taxa para a operagao de 
encaminhamento de correspondence, o 
selo postal nao so se tornou um simbolo 
revolucionario na area das finangas mas 
tambem um simbolo de busca e paciencia 
a partir do momento em que se percebeu 
que ele poderia ser colecionado. Nascia a 
filatelia. 

De 1840 para ca, o trafego postal cresceu, 
as emissoes postais se multiplicaram e, 
naturalmente, com eles a filatelia se 
expandia, comportando alguns ramos, ou 
seja, algumas classes. 

Dentre as classes criadas, distingue-se a 
filatelia tematica. 

As primeiras colegoes organizadas por 
assunto e nao por pais apareceram por 
volta de 1930, na Alemanha, mas foi 
somente depois da Segunda guerra 
mundial que este modo de colecionar 
comegou a se desenvolver. 

No principio, poucos eram adeptos desta 
nova tecnica de colecionar que tinha como 
base nao mais um determinado pais, o ano 
da emissao do selo, sua filigrana ou 
denteagao, mas o assunto tratado no selo. 
Contam que a consolidagao desta maneira 
de colecionar deve-se muito ao empenho 
e a perspicacia de dois religiosos: o 
conego frances Lucien Braun e o abade 


belga Frans de Troyer. O conego, que era 
tambem educador e filatelista, numa certa 
ocasiao, ao ver uma colegao de selos 
consagrada exclusivamente a religiao, 
pressentiu o interesse educativo de uma 
filatelia tendo como base um assunto. 
Assim, num esforgo para impulsionar esta 
nova tecnica, ajudou na elaboragao de 
algumas avaliagoes sobre colegoes que se 
ocupavam de um so assunto. Entretanto, 
estas colegoes nao eram conhecidas, uma 
vez ser dificil mostra-las nas exposigoes. 



Conego Lucien Braun 


Em 1949, o conego Braun langou o seu 
primeiro livro sobre o assunto, cujo titulo 
era: Konstuktive Philatelie - Ein Beitrag 
zur philatelistischen Volkserziehung - A 


24 





Filatelia construtiva - uma contribuigao 
para a educagao filatelica popular. 

Pouco mais tarde, o religioso escreveu um 
outro livro - La philatelie constructive 
dans le cadre de la philatelie generale - 
A filatelia construtiva no ambito da 
filatelia geral - em que definia de modo 
consistente uma nova forma de filatelia 
construtiva. Assim, pode-se dizer que o 
conego Braun langou os principios da 
filatelia que hoje chamamos de filatelia 
tematica. 

O abade e tambem 
professor secundario de 
religiao Frans de Troyer, 
nascido em 1914, e que 
comegou a se interessar 
pela filatelia aos 34 anos, 
e considerado como um 
pioneiro da filatelia tematica quando, para 
dar novo vigor as suas aulas, resolveu usar 
a filatelia como recurso didatico. Este foi 
o ponto de partida. 


Sua primeira colegao, que teve por tema 
a Virgem Maria, lhe rendeu fama 
internacional e medalhas de ouro em 
diversas exposigoes internacionais. No 
fim dos anos 60, o abade belga monta uma 
das mais importantes e reconhecidas 
colegoes tematicas: “A Historia da 
Igreja”. 

Sem duvida, pode-se imaginar que as 
primeiras colegoes tematicas nao 
possuiam um roteiro bem definido, a 
preocupagao com a pesquisa e 
apresentagao e nem mesmo a preocupagao 
com a selegao de material e textos. 
Entretanto, a ideia estava sendo cultivada, 
ou melhor, seguida por muitos 
colecionadores. 

Nada mais a partir dai, pode deter o 
movimento em favor da filatelia tematica. 

Tradugao e adaptagao. 

Fonte: La Philatelie Thematique , 

Robert Migoux. 




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25 





CARTOES POSTAIS 

Dicas para colecionadores 

Jose Carlos Daltozo - Martinopolis, SP 


O importante, nao so no colecionismo 
de cartoes-postais como de qualquer 
outro objeto, e a persistencia. Temos de 
ser obstinados mas nao obsessivos. Nao 
precisamos ter pressa e fazer dividas so 
para comprar postais. A compra tem de 
ser feita com sobras de dinheiro, aquele 
que nao vai fazer falta no final do mes. 
Colegao e prazer e nao dor de cabega 
financeira. Devagar se vai ao longe. 
Comprar as novidades nas cidades 
visitadas, adquirir alguns cartoes 
diretamente de editoras, fazer trocas 
freqiientes com outros colecionadores e, 
principalmente, receber doagoes, sao 
maneiras de melhorar uma 
colegao. 

Voces nao imaginam a quantidade 
de pessoas que jogam postais no 
lixo. Muitos viajam, compram 
postais nas cidades visitadas, 
mostram aos amigos e parentes e, 
depois, jogam no fundo de uma 
gaveta. Anos depois, num dia de 
faxina, eles sao jogados no lixo. 

Eu mesmo ja recebi varias 
doagoes importantes, uma delas 
de mais de 1.000 postais da amiga 
de um amigo meu do Rio de Janeiro. Ela 
estava mudando de apartamento e 
jogando fora postais, revistas, papeis 


velhos, etc. Por sorte, esse meu amigo viu 
aquela papelada jogada no chao, 
incluindo muitos postais. Comentou que 
eu colecionava, deu meu enderego e 
apareceu aqui, um dia, um pacote com 
mais de 1.000 postais do Brasil e do 
exterior, dessa senhora que eu nao 
conhecia. Hoje, mantenho contato com 
ela, que ficou fa da minha colegao. De 
vez em quando, ela arrecada uns postais 
com amigas la no Rio de Janeiro e me 
envia. Tambem ja recebi mais de 400 
postais de uma comissaria de bordo, que 
leu sobre minha colegao numa revista, ha 
uns tres anos. 


Divulgando suas colegoes entre seus 
amigos de escola, trabalho, vizinhos e 
outros mais, voce pode receber excelentes 



26 









doagoes algum dia. Eu nao me furto a 
dizer, onde quer que va, que sou 
colecionador. Tambem escrevo artigos 
sobre postais para jornais, boletins e na 
Internet. 


O ano de 2004 foi prodigo em doagoes. 
Num unico mes, recebi doagoes de mais 
de 300 postais antigos de um padre da 
Igreja Ortodoxa Russa de Sao Paulo, e 
mais de 200 postais italianos, estes de um 
descendente que reside em Sao Paulo. 
Muitas vezes recebemos doagoes de 
postais sem esperar, desde que 
divulguemos constantemente, por todos 
os meios e em todas as ocasioes, que 
somos colecionadores. Devemos ter em 
mente que o postal nao e um simples 
pedago de papel. Ele e muito mais que 
isso, uma fonte inesgotavel de consulta e 
prazer. Pode ser, inclusive, um otimo 
remedio para o estresse. Entre os maiores 


colecionadores do pais ha medicos, 
juristas, historiadores, professores 
universitarios, engenheiros, professores, 
comerciantes, aposentados, enflm, uma 
gama enorme de pessoas que veem no 
postal muito mais que um simples 
retangulo de papel. 

Em uma colegao de postais, 
podemos observar a historia, a 
geografia, a arquitetura, o modo 
de vida, o desenvolvimento das 
cidades, o urbanismo, os meios de 
transportes. Vejam, nas livrarias 
ou bibliotecas, os livros de arte 
sobre as cidades. A maioria se 
utiliza de postais antigos (ate 
1950) como ilustragao. Dizem 
que certas cidades europeias 
bombardeadas na II Guerra foram 
reconstruidas tais como eram, pela 
observagao de postais antigos, pois tudo 
o mais tinha sido destruido. Os postais 
preservam para o futuro a memoria das 
cidades. O que e novo hoje, sera antigo 
amanha. Assim como foi novo um dia 
aquele postal circulado em 1910 e que 
hoje e cultuado como raridade. Ao iniciar 
uma colegao, temos de pensar no objetivo 
da colegao, se vamos fazer TEMA 
GERAL ou so aqueles temas de que mais 
gostamos. Ha colecionadores especificos 
de temas como navios, avioes, trens, 
estadios de futebol, praias, igrejas, entre 
outros. 



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27 















A SIGILOGRAFIA 
na numismAtica BRASILEIRA 

Luis Claudio Fritzen - Florianopolis, SC 


A palavra “sigilografia” e de origem 
xYgreco latina, oriunda do latim 
“sigillum” (selo) e do grego “graphien” 
(descrever), e nada mais e do o estudo 
descritivo dos sinetes. Inicialmente, dizia 
respeito ao instrumento de face gravada, 
que imprimia em cera ou em qualquer 
outra massa uma determinada marca 
convencionada pelo seu possuidor. Com 
o correr dos tempos, esta palavra 
estendeu-se a qualquer outra reprodugao 
em relevo. Por isso, podemos utiliza-la 
para a numismatica. 

Antes de adentrar no assunto, convem 
destacar que, no acervo do Museu 
Historico Nacional, ha um exemplar de 
um sinete que seria da Agenda do Banco 
do Brasil, em Ouro Preto (MG), em 
pequeno modulo de bronze. Dentro do 
circulo serrilhado, duas embocaduras de 
rios com os dizeres: Amazonas - Prata, 
escoando em um mar e de permeio as 
embocaduras, uma cruz de estrelas, 
ladeada por quatro ramos, circundados 
pela legenda “CAIXA FILIAL DO 
BANCO DO BRASIL - OURO PRETO”. 
Tal pega se encontra com um cabo de 
madeira, terminando em maganeta. Pelo 
que se sabe, e o unico exemplar desta 
natureza que teria sido utilizado para 
lacrar, ou marcar, correspondences. 


Mas nas historias das moedas, a utilizagao 
de carimbos ou contramarcas e antiga. 
Uma das noticias monetarias do passado 
remoto e a de que Vespasiano mandou 
aplicar carimbos em moedas romanas. 


BRASIL COLONIA 
No sistema monetario brasileiro, a 
primeira utilizagao foi aquela adotada por 
Dom Joao IV, para resolver, ou tentar, os 
problemas insoluveis da economia. 
Assim, para aumentar o numerario da 
Fazenda Real, ja em 1642 passou-se ausar 
carimbos dentro de uma cercadura linear, 
nos valores de 120, aplicado no Tostao, 
de 100 no Quatro 
vintens, de 60 no Meio 
tostao e de 50 no Dois 
vintens. No ano 
seguinte, 1643, 
apareceram os carimbos 
de 480 na Pataca (Real 
de Ocho), de 240 na Meia pataca, de 120 
no Quarto de pataca e de 60 no Oitavo de 
pataca. 




28 



Em 1645, surgiu o carimbo de 880, dentro 
de um retangulo, sob a coroa real, sendo 
aplicado sobre o Cruzado do Monte 
Calvario, e no mesmo ano um carimbo 
de 800, aplicado sobre os Escudos 
espanhois. No ano seguinte, o carimbo de 
10U, de dez mil reis, e tambem o de 1U, 
dentro de um escudete portugues. 

Tais carimbos eram usados inicialmente 
em Portugal e Azores, e mais tarde 
remetidos ao Brasil, e de acordo com o 
alvara de 26 de fevereiro de 1643, 
aplicados nas patacas e meias patacas 
espanholas, sendo estabelecidas oficinas 
na Bahia, Maranhao e Rio de Janeiro. A 
majoragao inicial das moedas era para ser 
de 20%, mas na realidade, logo depois, 
foi para 25%, conforme a Apostila de 10 
de margo de 1643. 

No reino seguinte, de Afonso VI, 
continuou-se com tal pratica. O mesmo 
acontecendo com Dom Pedro II. 



Ja na regencia de Dom Joao VI, a Lei de 
10 de abril de 1809 ordenava que tivessem 
um valor duplo as moedas de cobre 
emitidas antes de 1803, desde que fossem 
carimbadas com as armas reais. O Alvara 
de 1° de setembro de 1808 mandou 
carimbar os pesos espanhois com o valor 
de 960 reis, no anverso, com a coroa real 


entre dois ramos de louro e de carvalho, 
com o valor abaixo da jungao dos ramos. 



Pelo Alvara de 18 de abril de 1809, as 
moedas de prata foram carimbadas com 
as armas reais, mudando o valor de 600 
para 640 reis, de 300 para 320 reis, de 
150 para 160 reis e de 75 para 80 reis. As 
moedas de cobre, emitidas em 1803, com 
o carimbo passariam de 40 para 80 reis, 
de 20 para 40 reis e de 10 para 20 reis. 

O aviso de 11 de abril de 1818 mandou 
carimbar os pesos espanhois em Mato 
Grosso. O carimbo, no anverso, apresenta 
a coroa real, tendo abaixo a letra 
monetaria C, e esse conjunto no interior 
de dois ramos que chegam a base da 
coroa. No reverso, a esfera armilar com o 
escudo no centro. 



29 





Houve carimbos tambem em Cuiaba. 


BRASIL IMPERIO 

Apos a independence, foi fabricada a 
Pega da Coroagao, porem em apenas 64 
exemplares, no valor de 6.400 reis, com 
a letra monetaria R, nao havendo tempo 
para outras moedas. A fim de nacionalizar 
as moedas entao circulantes, foram 
criados carimbos, para serem aplicados, 
no anverso, com o valor entre dois ramos 
de cafe e de fumo, encimados pela coroa 
imperial. No reverso, o escudo do 
Imperio. 



O decreto de 8 de outubro de 1833 e a 
ordem do dia 18 de outubro daquele 
mesmo ano alteraram os valores das 
moedas de ouro, cobre e bronze. Foram 


empregados carimbos locais no Ceara, 
Maranhao, Mato Grosso e Para. 



Houve um carimbo de ordem geral, 
aposto as moedas de cobre de 80, 40 e 20 
reis, entre 1835 e 1838, que apresentava 
uma circunferencia, 
no interior da qual 
estava o novo valor, 
destinando-se as 
moedas de letra 
monetaria R. 





30 



No Rio Grande do Sul, durante a 
revolugao farroupilha, em 1835, usaram 
um carimbo nas moedas de prata, com a 
denominagao de REPUBLICA DO 
PIRATINI, apresentando duas maos 
sustentando uma baioneta, tendo na ponta 
um barrete frigio, e esse conjunto sobre 
um fundo irradiado, entre floroes e a data 
de 1835. Em Santa Catarina, o mesmo 
movimento fundou a Republica Juliana. 



BRASIL REPUBLICA 
No periodo republicano, apareceram 
carimbos, porem de ordem particular, com 
varias intengoes ou fins. 


Os mais conhecidos sao as contramarcas 
do charqueador S. GUERRA, que no 
periodo entre 1920 a 1928, as utilizou em 
moedas brasileiras de 
varios metais e datas, 
para evitar que as 
mesmas saissem de 
suas fazendas, sitas em 
Quarahy, no Rio 
Grande do Sul. 

Durante a revolugao constitucionalista de 
Sao Paulo, em 1932, foi utilizado um 
carimbo unifacial, 
circular e linhado, 
constituido por um 
capacete sobre 1932 
C.O. (campanha do 
ouro), e feitas na Santa 
Casa de Misericordia. 

No ano de 1913, na cidade de Iguape, SP, 
utilizou-se um carimbo para comemorar 
a Festa do Divino Espirio Santo, em 
moedas de cobre. 



Tambem, a V Exposigao de Selos e 
Moedas do Ceara, em 1959, teve carimbo 
uniface aposto a moedas de prata, o 
mesmo acontecendo com a II Exposigao 
Numismatica de Belo Horizonte, em 
1936. 

continua... 




31 





Finalmente, pelo Clube Filatelico e 
Numismatico de Santos, para comemorar 
varios eventos, entre os anos de 1949 a 
1956. 




Hodiernamente, conhecemos as 
experiences do gaucho Pedro Balsemao, 
o qual coloca suas contramarcas em 
moedas contemporaneas. Nossa justa 
homenagem a este que perpetua a 
sigilografia em nossa numismatica. 


Temos interesse em adquirir: 

♦ Moedas anomalas (bone, defeito 
de cunho ou disco). 

♦ Material filatelico referente a: 

- Mergulho submarino; 

- Naufragios; 

- Conchas marinhas; 

- Carimbos da cidade de Igarata - SP, 
anteriores a 05/12/69; 

- Carimbos da cidade de Conchas - 
SP, da decada de 40 ou anterior. 

Celso e Daniela Suzuki 
CP 20.432 - Kobrasol 
CEP 88102-970 - Sao Jose - SC 
suzuki@floripa.com.br 





32 











Cedillas. Moedss, Medalus. Selos.Sdos FiscaJe, Envelopes Postais ? Cartdes Postals, 
Apoliees earn Geral, Documentor Airtigcis, Retoa^or. Estampas Eiiealpl, Fichas, 
Milikn itfiiio L■■' r 2 p < tiiui PuilnraH t* {ruLmuiiHVLis cm Gcia! 


www. filatelicazeppelin . com. br 

Paulo Ricardo Junges 

Font cFffit (Cm33) 3224.3910 / 3224.5331 

Klim: IJ»h AjnLulSms ii . 5 127 . 1 , Sula n.° I ti 01 
CEP, WHJ2O-0UK porta AIce g t - RH - EkasiJ 
E-mail: fitatdicazqjpdiii^yalioo . com. bj 


/ \ 

Associagao Brasileira dos Comerciantes Filatelicos 

II Feira Internacional de Filatelia 

25 e 26 de novembro de 2005 
Hotel Pestana - Sao Paulo 
Rua Tutoia, 77 - Jardim Paulista 

Colecionador de Selos 
Venha nos visitar 

Uma realizagao ABCF - Apoio EBCT 

V___ J 


33 










AFSC participativa 


N estes meses de julho e agosto de 2005, a AFSC esta participando de alguns 
eventos de projegao e promovendo o 140° Encontro de Colecionadores de Santa 
Catarina. Destacamos: 




Premio AFSC 


Capa do Boletim de langamento da 
I Exposigao Filatelica Nacional da 


FEFIBRA 


Vila Rica 2005 -1 Exposigao Filatelica Nacional - que sera realizada no periodo de 
14 a 20 de agosto, na cidade de Ouro Preto - MG. Esta exposigao e uma promogao da 
Federagao de Filatelistas do Brasil e da Empresa Brasileira de Correios e Telegrafos. 


34 






Com satisfagao, a AFSC estara ofertando um bonito relogio, como um dos premios 
especiais que serao distribuidos, a criterio dos jurados. 


SANTA CATARINA estara representada pelas seguintes colegoes: 


Carlos Dalmiro S. Soares 

Petroleo: O Ouro Negro 

Tematica 

Demetrio Delizoicov 

Presenga Notavel 

Tematica 

Roberto Joao Eissler 

Perfins da Gra Bretanha 

Tradicional 

Lucia de Oliveira Milazzo 

Castelos e Igrejas da Franga 

Tematica 

Roberto Basso 

Memorias de Um Lengo Escoteiro 

Tematica 

Agnaldo de S. Gabriel 

Meu Brasil e o Maximo 

Maximafilia 

Ernani S. Rebello 

O Mundo dos Minerais 

Tematica 

Agnaldo de S. Gabriel 

Envelopes Oficiais do Brasil 

Tradicional 

Lucia de Oliveira Milazzo 

Cores e Sabores 

Um Quadro 

Roberto Joao Eissler 

Ao Remetente 1940-1950 

Um Quadro 

AFSC 

Santa Catarina Filatelica 

Literatura 

AFSC 

www.afsc.org.br 

Literatura 

Eduardo Schmitt 

www. schmittstamps. com.br 

Literatura 


Transcrevemos, aqui, algumas palavras do presidente da FEFIBRA, Everaldo Nigro 
dos Santos, tao bem colocadas no Boletim de langamento da Exposigao: 

“Ouro Preto foi uma das primeiras cidades brasileiras a abrir uma agencia de correio, 
em 9 de margo de 1798, apos a extingao do Correio-Mor pelo Governo Portugues. 
Ouro Preto, ate 1823 denominada Vila Rica, foi tambem capital da rica Provincia de 
Minas Gerais, ate o final do seculo XIX. 

Nada mais apropriado, portanto, que sediar ali nossa primeira Exposigao, que espero 
ser um sucesso”. 


I Mostra Filatelica e de Telecartofilia de Santa Catarina - acontecendo de 25 de 
julho a 5 de agosto, em Florianopolis, promovida pela Brasil Telecom e Empresa 
Brasileira de Correios e Telegrafos. 


As colegoes expostas sao as seguintes: 


Celio Colin 

Colecionismo - Unindo valores 

Joinville 

Cesar Salfer 

Cartoes telefonicos de SC 

Joinville 

Evania Maria Silva 

Prova de impressao de cartoes 

Florianopolis 

CORREIOS 

Motocicletas 


CORREIOS 

Locomotivas 

continua. 


35 


Ernani Rebello 
Lucia Milazzo 
Milton Milazzo Jr 
Renato M. Schramm 


A Evolugao dos meios de transporte Florianopolis 
Cores e Sabores Florianopolis 

Brasil no ar Florianopolis 

Selos Magonicos Sao Jose 



Panoramica parcial da I Mostra Filatelica e de Telecartofilia, 
no Hall de entrada da Sede da Brasil Telecom, em Florianopolis. 


INDICE DE ANUN Cl ANTE S (ordem alfabetica) 


Ademar Goeldner 

09 

Celso e Daniela Suzuki 

32 

Cesar Lima Ottoni 

20 

CVFIL 

13 

Edison Correa 

14 

FILATELIA 77 

21 

Filatelica BRASILIA 

25 

Filatelica OLHO DE BOI 

32 

Filatelica ZEPPELIN 

33 

MULTICOLECIONISMO 

14 

PIRES FILATELIA 

39 

REICHERT e SOARES 

15 

SELOS & Cia 

23 


V 




36 




























AlSso Cj 



Associa^ao Filatelica e Numismatica de Santa Catarina 

Fundada em 6 de Agosto de 1938 
Fone/Fax (48) 222-2748 - Caixa Postal 229 
CEP 88010-970 - Florianopolis - SC 


A AFSC vem desenvolvendo um importante trabalho de divulgagao do colecionismo 
em geral. 

Editamos anualmente o Boletim Santa Catarina Filatelica, realizamos Vendas Sob Ofertas 
a cada dois meses. Anualmente, no mes de agosto, realizamos o tradicional Encontro de 
Colecionadores. 

Outras atividades por nos desenvolvidas sao a edigao do jomal “SETE”, a realiza 9 ao de 
exposi 9 oes, mostras e palestras para novos colecionadores. 

Todas as nossas publica 9 oes, programa 9 oes e convites sao enviados aos socios, Clubes 
e Associa 9 oes congeneres. Dispomos tambem de vasta Biblioteca que esta a disposi 9 ao 
dos associados em nossa sede social. 

Para dar suporte aos dispendios decorrentes das atividades referidas, dependemos 
exclusivamente da arrecada 9 ao das anuidades pagas pelos nossos associados, que podem 
ser das seguintes categorias: 

Efetivos - residentes na Grande Florianopolis com idade a partir de 18 anos ....R$50,00 
Juvenis - residentes na Grande Florianopolis com idade inferior a 18 anos.R$ 10,00 


Correspondentes no Brasil - residentes fora da grande Florianopolis.R$20,00 

Correspondentes no Exterior - residentes em outros paises.US$ 35,00 


Ao pagar a anuidade, voce tera direito a um anuncio gratuito em nosso site durante um 
ano. 

Caso seja do seu interesse associar-se, remeta-nos a ficha no verso desta, devidamente 
preenchida, acompanhada de cheque nominal a AFSC, ou copia do recibo de deposito 
na conta 043.944-7, agenda 055-8, banco 027 - Banco do Estado de Santa Catarina - 
BESC. 

Se voce ja e associado, regularize sua situa 9 ao pagando a anuidade em dia. Mantenha 
seus dados atualizados. So assim poderemos atende-lo bem. 


A Diretoria 


37 





Associa^ao Filatelica e Numismatica de Santa Catarina 

Fundada em 6 de Agosto de 1938 
Fone/Fax (48) 222-2748 - Caixa Postal 229 
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38 

























SELOS PARA COLECOES 
MOEDAS-CEDULAS 
MATERIAL FILATELICO E NUMISMATICO 


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Av. Pres. Arthur da Silva Bernardes, 669 - sala 3! 
80320-300 - Curitiba - PR 

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CON VITE 


AFSC - Associa§ao Filatelica e Numismatica de Santa Catarina 
convida para suas reunioes regulares: 

Quintas-feiras, a partir das 18:00 horas 
Sabados, a partir das 14:00 horas 

Participe ! 

De segunda a sexta-feira, a Sede da AFSC permanece aberta, 
das 14:00 as 18:00 horas. 

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